quinta-feira, 19 de julho de 2012

Amigos de Infância - Margarete

          Bom, falando dos tempos de escola não dá pra não falar dos amigos da escola. Lembro com carinho de vários deles. Vou começar pela Margarete que estudou comigo por muitos anos e até hoje temos contato, não tanto quanto eu gostaria, é claro... Lembro da Margarete cantando, no pré, a música "A Festa do Bolinha" (Eu ontem fui à feira, na casa do Bolinha, confesso não gostei do preço da abobrinha...). Ah, que saudade! Depois lembro de outras ocasiões, penso que já na nossa oitava série, da Margarete cantando Xanadu, imitando a Olívia Newton John, quando tentávamos arrecadar dinheiro para nossa formatura. Ela estudava inglês, no CCAA, assim como eu, e chegou até o último estágio. Gostava de cantar com ela, nas aulas de Inglês da nossa escola, o G.E.G. de Vila Floresta- o Geguinho. Cantávamos "Ships", "Play the game", "Love of my life", e por aí afora... Hoje minha amiga continua cantando. Canta profissionalmente. Eu adoro ouvi-la cantar Dancing Queen... Quando me casei, em 1993, ela e o Valmir foram meus padrinhos de casamento. A vida nos levou por caminhos diferentes, mas adoramos quando eles eventualmente se cruzam. Parecemos duas velhinhas lembrando dos anos dourados...rs... Beijo, amiga!





terça-feira, 17 de julho de 2012

As lancheiras e a hora do lanche

          Na escola onde eu estudei até a oitava série, O G.E.G. de Vila Floresta, hoje E.E. Profª Nadir Lessa Tognini, não tinha cantina. Tinha merenda e podíamos levar nossos próprios lanches. Ostentávamos, com orgulho, nossas lancheiras plásticas com garrafinhas não térmicas. A minha era branca e rosa. Levava pão com alguma coisa, na maior parte das vezes, margarina, e Ki-suco ou groselha na garrafinha. E quando o suco molhava o pão? Comíamos lanche molhado e cor de rosa, mas era tão bom...rs...
          Tinha um doceiro, com um carrinho branco, que vendia balas e doces pelas grades do portão, lá ao lado da casa do caseiro e instrutor da fanfarra. Eu gostava de comprar bala de fita e Batom!







segunda-feira, 16 de julho de 2012

Tempos de escola

          Já que eu falei das canetinhas... vou falar também dos estojos. Os estojos eram de madeira, pesadões. Havia algumas repartições neles: para os 12 lápis de cores, lápis pretos, borracha e apontador. Quase ninguém tinha lápis de cor com mais de 12 cores e também eram comuns os lápis pequenos, com metade do tamanho da caixa grande. Os apontadores bons eram de ferro, prateados. Depois de algum tempo apareceram lápis de 24 cores, que os mais "ricos" faziam questão de deixar abertos e expostos em cima das carteiras para mostrar as cores diferentes, como o verde água... Tinha também uma lapiseira decoradinha, que tinha as pontas reposicionáveis. A gente gastava uma e enfiava na ponta traseira. Então aparecia outra no lugar. O ruim era quando a gente perdia uma, ou alguém pegava, pois faltando uma ponta não tinha outra para empurrar e não descia uma nova. 





quarta-feira, 11 de julho de 2012

Canetinhas Sylvapen



     Quem viveu a vida escolar nos anos 70 se lembra. As canetinhas Sylvapen eram a onda do momento. Todo mundo queria ter. Eu tinha primeiramente um joguinho destes, de 6. Quem era "rico" tinha o estojo de 12 cores (acho que no começo só tinha de 6 na papelaria da dona Odite, no meu caminho pra escola)... No estojo de mais cores, um tempo depois, apareceu a canetinha branca, que apagava os outros  riscos... Quem tinha era feliz... e ficava se mostrando para os outros! Logo depois das canetinhas veio a moda da Sylvaletra, essa rotuladora da segunda foto. Você escolhia a letra virando o círculo branco, colocava aquela fitinha plástica colorida, apertava o cabo e ia "digitando" a palavra desejada. Era autocolante, só era necessário retirar a proteção na parte de trás (um luxo na época). Usávamos para etiquetar cadernos e demais materiais. Hoje em dia é ainda utilizada, claro que em versão mais moderna, para etiquetar e decorar páginas de scrapbook.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Proteção às borboletas


          No início deste ano letivo eu queria decorar o painel existente na porta de uma de minhas salas de aula. As crianças haviam pintado umas borboletas e nós, as professoras, num gesto de boas vindas, prendemos aos corpinhos destas uma embalagem com balas de goma. Fazemos essas coisas e sabemos que a maioria das crianças joga fora a embalagem, ali mesmo na escola e na mesma hora, interessada apenas no doce. Tive a ideia de pedir para que trouxessem as borboletas no dia seguinte. Fixei as borboletas no painel, com as asas meio entreabertas e deixei o meio do painel livre. Lá fixei os versos de uma música antiga que imprimi, cantada pelo Benito de Paula: Proteção às borboletas. Alguém se lembra? Lembro-me que uma de minhas primas, Elsa ou Silvana, (ou será que eram as duas) gostava dessa música... Meus alunos não a conheciam, é obvio, então levei para que ouvissem. O painel ficou legal e o título dado foi o mesmo deste blog. Aproveitei a ocasião para falar da preservação da natureza e da Rio+20. Achei que ficou legal.

Vamos curtir a música?


                            http://www.youtube.com/watch?v=6psdVWoaJ6g&feature=related

domingo, 8 de julho de 2012

Nasci em 27/02/1965

          Resolvi procurar notícias de 1965. Queria saber o que estava acontecendo no mundo no dia em que nasci. Minha mãe não estava em casa para eu poder perguntar, então resolvi pesquisar no Google. O primeiro site que abri foi este e qual não foi minha surpresa ao me deparar com a notícia de uma Solange! Meu nome não é Solange por causa dela, não. Minha mãe sempre disse que foi sugestão de uma irmã dela, que morreu cedo, antes de eu nascer. Mas vamos à notícia...

                   http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/10/sesso-nostalgia.html


SESSÃO NOSTALGIA - SOLANGE DUTRA NOVELLI , 

RAINHA POR UM SÉCULO

            No dia 13/02/1965, uma loura chamada SOLANGE DUTRA NOVELLI, 18 anos a completar no mês de maio, foi eleita RAINHA DO IV CENTENÁRIO DO RIO DE JANEIRO, num concorrido certame que contou com 22 lindas garotas.
         Ela era natural do bairro de Laranjeiras, mas morava em Copacabana e representou a região administrativa de Botafogo, que incluía Flamengo e Catete. 
Solange Dutra Novelli cursava o 2º ano clássico no Colégio Andrews e falava corretamente inglês, francês e italiano. Tinha 1,65 de altura e 49 quilos. Gostava de rosas vermelhas, de praia, dos romances de Jorge Amado e dos poemas de Castro Alves. 
         Ângela Vasconcelos, Miss Brasil 1964, foi quem coroou a Rainha do IV Centenário. Solange recebeu 3 milhões de cruzeiros, viagens pelo Brasil e Estados Unidos. Da quantia recebida como prêmio, doou 500 mil a uma instituição filantrópica. 

 

 

          Era uma vez a criancinha loura, nascida carioca nas Laranjeiras. Olhinhos verdes, um tanto rechonchuda, um pouco do pai, outro da mãe, a maior parte dela mesma.
             Esta menina vai ser Miss, dizia a vizinhança, a madrinha. E os pais diziam amém. O fato é que Solange Dutra Novelli cresceu sob medida, sob cuidados especiais. Os pais modularam-na para rainha. Foram 17 anos de ensaio, 17 anos de aprendizado de beleza. Havia passarela invisível entre ela e o Sr.Victorio e a Sra., Risette. 
           Teve a melhor escola, o melhor professor de ballet. Boas maneiras eram a sua bíblia, e a igreja da esquina o seu código moral. Ampliou as idéias aprendendo línguas: o inglês e o italiano para começo de conversa. Leu de D.Quixote ao Gulliver, de Monteiro Lobato a Homero, penetrando recentemente nas veredas de Guimarães Rosa. Uma rainha na plástica e no espírito, as paralelas da beleza maior.


           Filha única de pais mui justamente corujas, foi talhada e acomodada em cetim e seda para ser um dia senhora Miss da passarela, o que aconteceu com força total aos dezessete anos, no concurso que a elegeu Miss IV Centenário do Rio de Janeiro. Todos viram seu charme no Maracanãzinho. E entregaram os pontos para a rainha de um século. (O CRUZEIRO, 06/03/1965)


            Solange despontou com classe desde o desfile com traje de noite. O vestido de Solange era um modelo grego, rosa e complementos prateados. (O CRUZEIRO,06/03/1965)


           A cidade do Rio de Janeiro, olhando-se ao espelho mágico, perguntou:
           - Responde, espelho meu. Há alguma pessoa tão bonita quanto eu ? 
           E o espelho respondeu:
            - Solange. 
           A Cidade voltou a indagar:
           - Que é que tem Solange para se comparar a mim? 
           O espelho enumerou: 
           - Tem cabelos louros como o teu verão e olhos azuis como o teu mar. E um sorriso radioso como quando amanheces. 
         E a Cidade de 400 anos coroou, para reinar um século, a meiga e loura Solange Dutra Novelli, de 17 anos, no ponto mais alto de uma história da carochinha.
                                                                                    (Revista MANCHETE-27/02/1965)


Curioso e interessante!


sábado, 7 de julho de 2012

O menino da gaita

          Eu estava pensando em criar um novo blog (Gostei da experiencia com o Um dois, feijão com arroz...) e pensava em postar nele minhas lembranças de coisas, músicas, pessoas, comerciais, brinquedos...enfim, coisas da minha infância e adolescência... Um túnel do tempo... Achava que ia fazer uma ordem cronológica dada a mania de organizar algumas coisas, mas ao me deparar, eu nem sei por qual motivo, com este vídeo no Youtube me lembrei de uma época tão boa que não pude deixar passar. Eu havia mudado para a cidade de Aguaí, no interior de São Paulo. Tinha os meus 16, 17 anos e fazia aulas de violão com uma jovem professora chamada Margarete. Nunca fui muito bem tocando violão e ia pior ainda cantando...rs... Acho que foi por isso que eu parei. O menino da gaita era uma das músicas do meu caderno de violão e eu ainda acho lindo o instrumento e tenho o meu até hoje. Lembro-me direitinho da Margarete cantando, na sala da casa dela e eu olhando para aprender... Que saudade danada. Por onde andará a Margarete? Será que ainda mora em Aguaí?

                  http://www.youtube.com/watch?v=mKV30dY0TVs&feature=related

O começo

Todo começo é difícil. Mas se a gente não começa... nunca termina...

http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&biw=1092&bih=499&tbm=isch&tbnid=pqXbpq6LX9SNXM:&imgrefurl=http://soldoeverest.blogspot.com/2012/06/sigmund